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Idolatria: um quadro acabado de nosso tempo

Victor Hugo Michel

Janeiro de 2015

 

Basta uma breve olhada nas manchetes dos jornais ou dos sites de notícias para perceber que algo vai muito mal com nossa sociedade. Corrupção desenfreada, violência crescente, imoralidade, ganância, instabilidade social e política, injustiça, etc.

 

Onde está a raiz disso tudo? Segundo a Bíblia através de Paulo, a razão está no fato de que os homens, em sua maioria, “trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal” (Romanos 1.23). Trocar Deus por qualquer outra coisa corresponde a idolatria. Isso começou quando Lúcifer quis ser igual ao Altíssimo (Isaías 14.14); avançou quando Satanás tentou Eva e Adão afirmando que poderiam ser “como Deus” (Gênesis 3.5); e prossegue hoje com homens e mulheres criando seus próprios deuses, aos quais adoram e servem em lugar do Criador (Romanos 1.25).

 

Com isso, queremos dizer que a idolatria significa que Deus é removido da posição de referencial de adoração, vida e esperança. E aquilo que passa a ocupar o lugar que legitimamente pertenceria a Deus torna-se o governante na vida de uma pessoa, estabelecendo sua agenda, prioridades, valores e futuro. Ou seja, a pessoa torna-se sujeita (ou escrava) ao ídolo que adora e serve.

 

O resultado inevitável da idolatria é a degradação do ser humano e da sociedade (Romanos 1.24). É por isso que nosso mundo está do jeito que está. É por isso que o Brasil está do jeito que está. Há alguma solução possível? Bem, ainda que esteja à vista, a única solução é o retorno para Deus – recolocá-lo em sua legítima posição de referencial de adoração, vida e esperança no coração do homem e da sociedade. É fazer do Senhor, por Sua Palavra, a fonte suprema de sabedoria, verdade e autoridade.

 

O fundamento teológico da vida humana, e o primeiro mandamento estabelecido por Deus é: “Eu sou o Senhor, o teu Deus... não terás outros deuses além de mim” (Êxodo 20.2-3). Portanto, como cristãos que somos, temos de atentar para não quebrarmos o primeiro mandamento, pois fazê-lo nos empurra para a ruína espiritual. Cônjuges, filhos, clube, carreira, bens materiais, reputação pessoal, igreja, ministério – nada disso pode ser entronizado em nosso coração. Aliás, nada disso pode realmente nos oferecer a vida abundante e eterna que só nosso Criador garante. O resultado de confiar em deuses constituídos por nós mesmos acabará quebrando nosso coração.

 

Calvino afirmou que “o coração é uma fábrica de ídolos”. Desativemos a produção.

Autor

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Victor H. Michel

 

Pastor titular da IECA, é responsável pelo ministério de Exposição Bíblica e Consolidação

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